18 de fevereiro de 2017

QUEDA DE BRAÇO ENTRE SERVIDORES TEMPORÁRIOS E PREFEITURA DE MASSAPÊ SE AGRAVA MUITO MAIS

A queda de braço entre servidores temporários e Prefeitura de Massapê parece mesmo não ter fim. Há uma resistência muito forte do município que dificulta de todas as formas o pagamento do 13º salário.

O clima de tensão piorou após a divulgação de uma nota emitida pela professora e vereadora Rochele Florêncio (PSDB), em sua página do facebook, em 15 de fevereiro.
No texto, a educadora usou meios e artifícios incomuns à condição de um servidor público. Ela concita aos temporários a se dirigirem ao bairro da Santa Úrsula, em local não definido, levando à seguinte documentação: documentos comprobatórios de que tenham participado de processo seletivo em 2016,  apresentação de contrato de trabalho e, ainda o mais dos absurdos, xerox do livro de ponto, como se fosse legítima obrigação do funcionário portar tais documentos.

É bom esclarecer a dileta vereadora que não é seu papel divulgar assuntos e aspectos relevantes da gestão pública. Temas como esses são da competência e de inteira responsabilidade do Poder Executivo, sendo representado pela assessoria de comunicação. E, mais, as empresas - particulares ou públicas - têm a obrigação de ter o registro e documentação guardada em seus arquivos, destinada a embasar a defesa dos interessados, quando lhes convier.

Assim, os funcionários temporários, que insistentemente reclamam – e com muita razão – do tratamento desigual que sofrem neste momento, têm lhes causados uma grande revolta.

A situação se agravou mais ainda quando o prefeito Jacques Albuquerque (PMDB) também emitiu nota semelhante no site oficial da Prefeitura, lançada em 16 de fevereiro. Nos mesmos moldes da nota da vereadora, o atual gestor tentou minimizar o problema, informando que o pagamento  do 13º salário deveria ser pago, mas seguindo as normas anteriores, ou seja,  a comprovação de todos os documentos citados; como aprovação do processo seletivo, termo contratual e comprovação de efetivo exercício funcional.
Nesta semana, mais precisamente na quinta-feira, 16, uma representação da Prefeitura, vereadores oposicionistas e funcionários temporários estiveram reunidos na Câmara Municipal para tentar uma acordo que pudesse resolver o pagamento da categoria, e nada ficou resolvido, e o problema persiste.

Em uma espécie de desabafo, a ex-funcionária da Prefeitura, Cristiane Taveira, uma entre tantos indignados, disse no nosso programa de rádio o seguinte: “Parece ato de teatralização, onde os personagens são os mesmos, as cenas se repetem a cada tentativa de acordo com a Prefeitura, nada se resolve”, criticou.

É de se estranhar o comportamento político de Jacques Albuquerque. Eleito prefeito pela primeira para a gestão 1989-1992, seu slogan de administração era “O SER HUMANO É QUE IMPORTA”. Aquela filosofia do passado não condiz mais com o seu lado humanístico no presente, ao lado da sigla do PSDB de Massapê.

Inconformados, um grupo de servidores pediu espaço em dois programas da Rádio Marques FM - bem dirigida pelo amigo Mauro Luiz Marques - para contestar a inércia do município. O Conexão Zona Norte, apresentado por este blogueiro Aldênis Fernandes e o programa Jorge Costa Comunica, foram elo e canal para que os servidores pudessem contestar. De comum acordo, o espaço foi reservado à categoria que demonstrou total insatisfação.

Segundo os temporários, João Andrade, Cristiane Taveira, Halphe, Chaguinha Paula, entre outros, vão além dos extremos e limites para superaram as adversidades, a fim de garantirem seus direitos e de quase oitocentos funcionários provenientes da administração do ex-prefeito Antonio José Albuquerque (PP) que deixou o dinheiro em caixa para esses fins.
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