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18 de dezembro de 2016

É VISÍVEL A FRUSTRAÇÃO DE ALIADOS AO GOVERNO TEMER

Seis meses após Michel Temer ter assumido a Presidência, parlamentares que alimentavam a expectativa de um governo capaz de reagir à estagnação econômica vivem uma certa frustração e até constrangimento pelas denúncias que parecem infindáveis da Operação Lava-Jato. Também se incomodam com a inércia do governo para dar respostas mais rápidas à crise política.

No auge das discussões do impeachment da presidente Dilma Rousseff, no primeiro semestre deste ano, a oposição à petista apontava, além das “pedaladas fiscais”, outros motivos para derrubá-la. Esses parlamentares listavam seus defeitos, como o fato de ser centralizadora, autoritária, ter temperamento difícil, pouca capacidade de ouvir opiniões e desprezo pelo Legislativo. Em contrapartida, enumeravam qualidades de Temer, como sua capacidade de conciliação e disposição ao diálogo. Mas, na última quinta-feira, Temer cancelou o almoço de confraternização, no Palácio da Alvorada, que ofereceria aos parlamentares —o que gerou um certo alívio entre os deputados da base aliada.

— Ainda bem, não tem o menor clima para festa — reagiu o líder de um partido da base.

Em três dos principais partidos que sustentam Temer no Congresso — PSDB, PSB e DEM — há muito desconforto e alguns movimentos pelo desembarque. No PSB, as críticas a Temer se tornaram públicas nos últimos dias, depois que quatro diretórios estaduais (Rio Grande do Sul, Paraíba, Amapá e Acre), propuseram o rompimento imediato com o governo. O movimento foi contido pela direção nacional do partido, mas não o desânimo com a gestão Temer.

— As mesmas razões que nos afastaram de Dilma, os problemas éticos, morais e econômicos, nos levam a querer o afastamento de Temer. O governo corta tudo, menos os juros, tem um “dream team” na linha de frente abalado por denúncias, e todas as medidas tomadas são de longo prazo — disse o vice-presidente nacional do PSB, Beto Albuquerque, ressaltando que esperava mais acertos dos peemedebistas na condução da política e da economia, e não um governo que chama de “inerte”.
(Agência Brasil)
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