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26 de julho de 2017

SOB AMEAÇA: “QUEM NÃO VOTAR A FAVOR DE TEMER SERÁ "SAÍDO" DA BASE ALIADA, DIZ DEPUTADO ALIADO”

Nesta quarta-feira (26), o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), um dos vice-líderes do governo na Câmara, afirmou que o parlamentar governista que não votar contra a denúncia da Procuradoria-Geral da República dirigida ao presidente Michel Temer será "saído" da base aliada.  "Quem não votar com o Brasil, indo contra a orientação do seu partido, deve sair, deve sair. E se não sair, vai ser saído. Ou é a favor do novo Brasil, ou não é", disse.

A votação acontecerá daqui a uma semana (2 de agosto), quando os deputados deverão se posicionar contra ou a favor do parecer aprovado da Comissão de Constituição e Justiça que rejeitou a admissibilidade da denúncia contra Temer. Para o processo ter prosseguimento no Supremo Tribunal Federal (STF), é preciso a aprovação da Câmara. Temer é acusado de corrupção passiva, com base nas gravações de conversar com o empresário Joesley Batista, da JBS. Para que a denúncia seja aprovada, são necessários os votos de pelo menos 342 dos 513 deputados.

Quem não votar a favor de Temer será "saído" da base aliada, diz Perondi

TEMER LIBEROU R$ 2,1 BILHÕES EM JULHO PARA CONGRESSO PARA BARRAR DENÚNCIA

Um levantamento divulgado na segunda-feira (24) pela ONG Contas Abertas mostra que a tentativa do presidente Michel Temer de barrar a denúncia de corrupção passiva contra ele custou caro aos cofres públicos. O governo liberou apenas em julho metade de todo o orçamento empenhado ao longo de 2017.
Segundo dados da ONG, entre janeiro e 19 de julho de 2017, o governo federal liberou (empenhou) R$ 4,1 bilhões em emendas para parlamentares. As emendas são parte do plano do presidente para barrar na Câmara a investigação sobre o escândalo da JBS.

A maior liberação desses recursos em 2017 aconteceu no mês de julho: R$ 2,1 bilhões empenhados (compromissos assumidos para pagamentos posteriores) para as emendas. Outro picos de “generosidade” de Temer em tempos de crise do governo aconteceu em junho: R$ 2 bilhões empenhados. Cabe ressaltar que as liberações acontecem enquanto o governo federal tenta administrar um rombo fiscal de R$ 139 bilhões.

Os dados consideram o empenho, isto é, a reserva de recursos para emendas individuais às despesas do Orçamento Geral da União (OGU). Os dados são do Siga Brasil, do Senado Federal.

Do total liberado em emendas em 2017, mais de 82% foi para deputados federais (R$ 3,5 bi) e o restante para senadores. No topo do ranking de beneficiados estão as bancadas estaduais do Maranhão, Roraima e Rio Grande do Norte.

Para onde vão as emendas
A maior parcela das emendas liberadas estão alocadas em iniciativas da saúde. Cerca de R$ 2,1 bilhões foram destinados ao Ministério da Saúde. No topo da lista ainda estão o Ministério das Cidades (R$ 995,7 milhões) e o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (R$ 224,4 milhões). Os estados de São Paulo, Minas Gerais e Bahia serão os mais beneficiados.

Corte
O montante empenhado para emendas neste ano, representa mais de 70% do corte adicional que o governo federal irá fazer nas contas públicas. Na semana passada, o Ministério do Planejamento anunciou que mais R$ 5,9 bilhões serão contingenciados nas despesas do governo federal.

Cabe lembrar ainda que o governo aumentou as alíquotas do PIS/Cofins para gasolina, etanol e diesel. O presidente Michel Temer declarou que "a população vai compreender" a elevação "porque este é um governo que não mente, não dá dados falsos"

Inf. JB
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