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7 de julho de 2014

CLIMA ENTRE SELEÇÃO BRASILEIRA E A FIFA SEGUE PIORANDO

Inicialmente nos bastidores da Copa do Mundo, mas de forma cada vez mais declarada nos últimos dias, o comando da seleção brasileira trava uma espécie de guerra fria com a Fifa. Da comissão técnica brasileira partem seguidas tentativas de confrontar a entidade, seja através de reclamações contra a arbitragem, seja em pequenos gestos. O mais recente acontecerá nesta segunda-feira. Na entrevista coletiva oficial da véspera de jogo, há a obrigação da presença do treinador e de um jogador. O Brasil enviará, para acompanhar Felipão, o zagueiro Thiago Silva, que está suspenso e não vai jogar.

A seleção vai treinar na Granja Comary, em Teresópolis, por opção de logística da seleção. A CBF pediu à Fifa autorização para realizar a entrevista oficial na cidade serrana. A entidade não autorizou, mantendo um critério usado em todos os jogos da Copa do Mundo. As entrevistas acontecem no estádio para permitir acesso a jornalistas de todos os países presentes.

COMISSÃO ACREDITA EM COMPLÔ
Mas a represália não é somente à negativa de mudar o local da entrevista pré-jogo. É, na verdade, uma tentativa de desprestigiar um evento organizado pela Fifa. O comando da seleção diz, frequentemente, estar convencido de que há “um complô” para evitar que o Brasil seja campeão. E usa estratégias para disseminar tal informação na opinião pública. Por exemplo, quando convocou jornalistas para uma conversa em Teresópolis, Felipão, ao lado do coordenador técnico, Carlos Alberto Parreira, e do auxiliar, Flávio Murtosa, bateu insistentemente nesta tecla. Queria que a imprensa seguisse o discurso e ampliasse o debate.

“Só o Brasil é obrigado a tudo”, reclamam membros da comissão técnica ao comentarem a obrigação de ir ao Mineirão fazer a entrevista. No entanto, a França lidou com o mesmo problema antes de enfrentar o Equador, no Maracanã. Na ocasião, treinou no Engenhão. E adotou retaliação semelhante à do Brasil. O técnico Didier Deschamps levou para a entrevista o meia Cabaye, que estava suspenso.

Tal mobilização entre os brasileiros, curiosamente, começou dias depois de a seleção ter um pênalti inexistente marcado a seu favor, na estreia contra a Croácia. Na ocasião, a imprensa internacional relatou reclamações de diversas seleções de um suposto favorecimento aos donos da casa. Na segunda rodada, Felipão protestou contra a arbitragem de Brasil x México que, para ele, ignorou pênalti em Marcelo.

— Não tem mais pênalti contra o Brasil? Vocês só reclamam do Fred... — disse o treinador brasileiro, na ocasião.

SEM FALTAS PARA O BRASIL
Depois, passou a citar constantemente erros favorecendo outras seleções. Para completar, toda a comissão técnica reclamou insistentemente durante toda a partida com o Chile, nas oitavas de final. No jogo, um gol de Hulk foi anulado, e o atacante ainda reclamou de um pênalti, o que aumentou a insatisfação da comissão técnica brasileira. O técnico chegou a conversar com jornalistas sobre os erros de arbitragem que estariam prejudicando a seleção brasileira.

Na última sexta-feira, a grave lesão de Neymar, em lance sem punição por cartão amarelo ao colombiano Zuñiga, foi alvo de novo protesto.

— Parece que só os jogadores de outras seleções recebem entrada dura — disse Felipão, em referência às seguidas faltas sobre Neymar, antes mesmo de saber da fratura na terceira vértebra lombar, que afastou da Copa o principal jogador da seleção.
O Globo
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