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4 de janeiro de 2013

VAIA PRENUNCIADA

Prefeito eleito de Massapê com uma das mais salutares conquistas nas eleições do dia 7 de outubro de 2012, em seguida prefeito diplomado pelo Poder Judiciário, depois prefeito empossado pelo Poder Legislativo e, enfim, com transmissão de posse no primeiro dia de 2013, Antonio José Albuquerque foi ovacionado por uma multidão que compareceu espontaneamente na sede do Poder Executivo, em clima de festa, de forma redobrada, com a forte chuva que caiu dos céus, prenunciando uma boa quadra invernosa. Duas são as esperanças de dias melhores, a primeira, política e a segunda, divina, ambas insinuadas pela “A Força do Novo Tempo”. Aguardemos ansiosos, pois, coincidência ou não, tudo isso são apenas e tão somente, “Os Sinais dos Tempos”. Como um animal acuado perdendo seu território para o predador na cadeia alimentar, o ex-prefeito João Pontes, em respeito ao protocolo, num gesto brilhante e heróico compareceu ao ato de transmissão de posse, infelizmente sozinho, no mato sem cachorro, mas com extrema bravura, comparado à figura bíblica de Sanção, que enfrentou a tudo e a todos. Destarte, seria indelicadeza de sua parte, o não comparecimento. Reportemo-nos aos idos do século passado, mais precisamente aos 19 de março de 1915 - dia alusivo a São José, o padroeiro do Ceará, data essa, extrema, estabelecida pela vã filosofia popular como a derradeira esperança para o início, ainda que tardio, do inverno, ocasião que um grupo de pessoas desocupadas, jogavam conversa fora na tradicional Praça do Ferreira no centro de Fortaleza, rogando para que as densas e rasteiras nuvens escuras desfiassem ao sabor do vento leste para oeste, naquela sombria tarde, quando de repente, eis que se dispersaram no horizonte, e um forte raio de sol surgiu do nada, como um relâmpago, ocasião que não restou outra alternativa aos ali presentes, senão, vaiar coletivamente de viva voz em coro demasiado, o nosso Astro Rei – o Sol. Como uma onda, as manifestações de desagrado ressoaram em forte escala por toda a cidade, atingindo proporções inimagináveis, e como que, um castigo sobrenatural, ocorreu um fenômeno atmosférico sem precipitações, e os nordestinos sofreram na própria pele, porque não dizer, uma das suas maiores estiagens, conhecida por “Seca do Quinze”. Foi uma época de agruras, onde só existiam lamúrias e ranger de dentes. O cearense que geneticamente ri da própria desgraça, imaginem das dos outros, num gesto impensado, com agressividade latente, regrediu aos instintos mais primitivos da natureza e medida humanas, como um cruel algoz que mata sorrindo sua indefesa vítima para chorar copiosamente no enterro, vaiou em via pública, o ex-prefeito João Pontes que se desvencilhou pela tangente, digno de um fugitivo de um filme de ação americano, como um cachorrinho com o rabo entre as pernas. Merecida ou não, a histórica vaia prenunciada, à exemplo daquela relatada anteriormente, ficará registrada nos anais da história de Massapê, que vivia um período de trégua desde o histórico blecaute de 1997. Então, sugiro ao nobre e digníssimo ex-prefeito, que se quiser ser feliz por um instante, se vingue; e se quiser ser feliz para sempre, perdoe.

Do livro: Estórias & Casos com Causos & Histórias de Massapê – autor: Ferreirinha.
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Um comentário:

  1. Lamentavelmente, algumas pessoas, sem educação, tentaram hostilizar na hora da transmissão de cargo, mas isso não afetou simplesmente em nada.
    Em momento algum foi constrangedor, muito menos vergonhoso, pois o Prefeito João Pontes estava saindo de cabeça erguida, com uma prefeitura saneada, sem dever a nenhum fornecedor, enfim.
    Se as vaias tivessem partido de pessoas com educação e de pessoas decentes, teriam atingido, mas partindo da escória de Massapê, como foi o que aconteceu,absolutamente em nada atingiu ao Senhor João Pontes e ném o Paulo Gilson Farias.

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